Caritas participa de diversas ações na semana do Dia Mundial do Refugiado

23.06.2017

 O Centro de Referência para Refugiados da Caritas Arquidiocesana de São Paulo participou de ações relacionadas ao Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), nesta semana. O objetivo da data é sensibilizar as pessoas sobre o refúgio, deslocamento forçado que configura uma situação migratória de proteção – o último relatório do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), com dados de 2016, aponta que 65 milhões de pessoas foram deslocadas por conta de perseguições, conflitos, violência e/ou violações de direitos humanos.

 

O diretor da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, Pe. Marcelo Maróstica, participou na segunda-feira (19) do 1º Encontro Estadual sobre Migração e Refúgio, organizado pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo. No encontro, o diretor falou sobre o trabalho do Centro de Referência para Refugiados da CASP e as demandas relacionadas ao acolhimento/integração de refugiados/as. O evento contou também com representantes do poder público (município, governo estadual e governo federal), a representante do ACNUR Brasil, Isabel Marquez, e o professor Moussa Diabate (Mali), além de receber apresentação musical do grupo Os Escolhidos.

 

A advogada de Proteção Larissa Leite representou a CASP no seminário “Os Direitos dos Refugiados – Panorama Atual”, organizado pelo Ministério Público Federal (MPF), na terça-feira (20). Participaram também do evento a advogada congolesa Hortense Mbuyi, representantes do MPF, Defensoria Pública e acadêmicos.

Ação de sensibilização

Para o dia 20 junho (terça-feira), o Centro de Referência para Refugiados da CASP, em parceria com aCompassiva e o ACNUR, organizou atividade de sensibilização na Praça do Patriarca, com intervenção artística e panfletagem. Equipes de ambas as instituições conversaram com as pessoas e tiraram dúvidas em relação ao tema, com o objetivo de corrigir eventuais distorções associadas ao senso comum.

 A ação identificou muita desinformação sobre o refúgio. Em determinado momento, uma senhora perguntou à nossa equipe se os refugiados chegavam ao país para “fazer guerra”. Em resposta, um dos voluntários da Caritas disse que era justamente o contrário, a pessoa em situação de refúgio deixa seu país para fugir da guerra e salvar sua vida. Situações como esta demonstram a importância de ações de sensibilização que levam informação à sociedade.

 Atividades dos parceiros

Outro encontro importante ocorreu na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, durante a roda de conversa sobre o tema do refúgio. Margareth Zoega, da ONG Conviva Diferente, parceira da CASP, propôs reflexões ao lado da refugiada congolesa Miracle Christine. Foram debatidos assuntos como os serviços de atendimento e proteção ao refugiado/a no Brasil e as diferenças culturais, que vão além do idioma, na acolhida de imigrantes.

 No campo das artes destaque para a mostra de filmes relacionados ao refúgio, organizada pelo SESC-SP e o ACNUR – alguns filmes ainda serão exibidos até o final do mês, confira: bit.ly/CineDiaMund.

 Por Nilton Carvalho e Luana Fagundes